2 de maio de 2009
20 de fevereiro de 2009
a-caso sanitário.
abrindo a porta do banheiro púlblico esbaforida de calor e cansaço, pensando em nada e tudo. tudo se resumia a mais próxima torneira onde pudesse enfiar cabeça embaixo. mas o xixi era o mais urgente, esperar a vez para desfrutar de uma privada. foi quando, escutei meu nome. ao levantar a cabeça e procurar de onde o som do jota tinha saído. era dela. foi um olhar-terno, foi um olhar vestido de ternura.
e um abraço. e outro abraço. a saudade estava ali. e perceber que nos excluir não fazia sentido. fazíamos falta.
29 de janeiro de 2009
Procurei entender os sinais
suspensos entre as colunas
e as fechaduras. Empenhei-me
em esclarecer os recados
apressados de socorro,
o tambor lacerado das paredes.
Decifrei o grafite dos banheiros
públicos, as inscrições puídas
no lenho, os volantes
recebidos no trânsito.
A vida com erros de ortografia
tem mais sentido.
Ninguém ama com bons modos.
(Carpinejar)
suspensos entre as colunas
e as fechaduras. Empenhei-me
em esclarecer os recados
apressados de socorro,
o tambor lacerado das paredes.
Decifrei o grafite dos banheiros
públicos, as inscrições puídas
no lenho, os volantes
recebidos no trânsito.
A vida com erros de ortografia
tem mais sentido.
Ninguém ama com bons modos.
(Carpinejar)
2 de janeiro de 2009
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